segunda-feira, 28 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011

Londrinense Giba é homenageado pelo prefeito Barbosa Neto

Prefeito, além de homenagear Giba, fez questão de agradecer a comissão técnica e os jogadores pela campanha na SuperLiga Nacional de Vôlei

Após 10 anos sem visitar Londrina, o campeão e melhor jogador do mundo, o atacante da seleção brasileira de voleibol, Giba, voltou à sua terra natal e foi homenageado pelo prefeito Barbosa Neto.

O prefeito entregou um troféu que simbolizava uma bola de vôlei e continha os seguintes dizeres: “A luz e o brilho dos grandes atletas estão sempre presentes em cada jogada da vida esportiva e em cada gesto da vida pessoal. Muito obrigado por tudo o que fez pelo esporte no Brasil”.

A homenagem foi no Moringão, momentos antes do confronto entre o MM Limpeza Urbana/Sercomtel/Londrina e o Pinheiros/Sky, time de Giba, pela última rodada da fase de classificação da Superliga Nacional de Voleibol Masculino. O time da capital paulista, que se classificou para a fase do mata-mata, ganhou dos londrinenses por 3 sets 0 (parciais: 29/27, 25/19 e 25/22).

Ao receber o troféu, Giba disse estar bastante contente com o reconhecimento e que ficou feliz em ver que Londrina continuava bonita. Em entrevista à rádio Brasil Sul, após o jogo, disse que guardava na memória sua época de criança em Londrina, quando brincava de bola, entre outras peraltices. Giba começou praticar esportes no Canadá Country Club.



Gilberto Amauri Godoy Filho nasceu em Londrina, em 23 de dezembro de 1976. Em 2006, foi eleito o melhor jogador do mundo após o título do campeonato mundial, com a vitória sobre a Polônia por 3 sets a 0. É casado com a também jogadora de vôlei romena Cristina Pirv, com quem tem uma filha chamada Nicoll e um filho chamado Patrick.

O prefeito Barbosa Neto, além de homenagear Giba, ao final do jogo, fez questão de agradecer a comissão técnica e os jogadores pela campanha do MM Limpeza Urbana/Sercomtel/Londrina, que terminou em 9º lugar.

Fonte:Jornal União

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Giba e Cristina dão o apoio a elegante jantar beneficente



Solidário, o jogador de vôlei Giba (33), ao lado de sua Cristina Pirv (37), ajudou a arrecadar verba no jantar do Instituto Ronald McDonald em prol do Hospital do Câncer de Mato Grosso, no Espaço Rosa Rosarum, SP. "É bom ser o Giba por causa dessas ações", disse ele, na terceira pessoa. Giba e a mulher conheceram Carlos Gabriel (10), curado de um câncer, e confraternizaram com Woods Staton (59), presidente da Arcos Dourados América Latina, Edivânia Toledo (44), mãe do garoto, e Marcelo Rabach (39), presidente do McDonald's Brasil. Carlos foi ainda mimado por Francisco Neves (60), superintendente do instituto, e pela sempre elegante jornalista Ana Paula Padrão (44).

Fonte:Revista Caras

sábado, 1 de janeiro de 2011

Giba viveu um ano diferente em 2010

Gilberto Godoy Filho, o Giba de Curitiba, Londrina, Maringá. O Giba do Paraná. O Giba do Brasil. O Giba melhor jogador de vôlei do mundo. O Giba marido e pai. Todos estes nós já conhecíamos dos últimos dez ou quinze anos.

Neste 2010, nós conhecemos o Giba reserva. Isso mesmo, o craque da seleção brasileira de vôlei masculino foi banco nas conquistas da Liga Mundial e do Campeonato Mundial. Mas pergunte para o técnico Bernardinho e para os companheiros de time se ele não foi importante. Talvez tenha sido até mais.

Giba conheceu o mundo e conquistou-o como atacante, o chamado ponteiro passador - o cidadão que está ali, pronto para a recepção, e como se fosse um raio surgia no caminho do levantador para descer o braço nas cortadas ou explorar o bloqueio em jogadas táticas. Ninguém fazia isto melhor que ele.

Comparativamente “baixo” para os padrões do vôlei atual, o paranaense sempre compensou a pretensa falta de altura com uma impulsão impressionante, explosão nos ataques, competência defensiva e uma técnica que só um atleta brasileiro, fruto desta mistura incrível de raças, pode ter. Não era à toa a escolha de melhor jogador do mundo por várias temporadas.

Giba sempre foi o símbolo da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiro. Passou de revelação a realidade, de realidade a gênio, de gênio a líder. Conviveu com seus ídolos, como Carlão e Giovane, com seu “espelho” Nalbert, com os contemporâneos André Nascimento, Rodrigão, Serginho e Gustavo, e hoje com duas gerações de sucessores (uma com Murilo e Bruninho, outra com Théo, Mário Júnior e Lucão, entre outros). Foi o capitão do time nos últimos títulos, compartilhando a honra com Rodrigão.

Com tantas glórias (dezessete títulos pela seleção) e toda a importância que tem, deve ter sido estranho para Giba sentir a sensação de virar reserva. É claro que não foi um processo imediato, foi uma história escrita aos poucos.

Primeiro, porque inevitavelmente, apesar da genialidade, Giba hoje tem 34 anos, completados no dia 23 de dezembro. No jogo baseado em força, velocidade e técnica que Bernardinho trabalha, a vitalidade de Dante e Murilo faz diferença.

Depois, pelo natural revezamento que há no esporte - no vôlei, ser titular ou reserva não é tão desesperador quanto no futebol. Mesmo assim, Giba poderia estrilar (“sou a estrela, tenho que jogar”). Mas fez o contrário.

Passou a ser uma espécie de segundo técnico do time. Era a segurança dos companheiros durante os pedidos de tempo, agitava a turma do banco para sempre estar pronto para jogar, passava orientações aos colegas com a bola em jogo.

Tudo com o aval de Bernardinho, que sabia com quem estava lidando - mestre e discípulo nunca se entenderam tão bem. “Nós jogamos unidos como um time e como uma família. É esta a razão da nossa vitória”, explicou o jogador após a conquista do Mundial, na Itália.

Giba se fez tão ou mais importante fora do de dentro da quadra. Deu lições de sabedoria -inclusive teve a elegância de ir ao público que fora basicamente para vê-lo no ginásio do Tarumã, no início de setembro, e explicar que o que acontecia ali era uma preparação para um campeonato mundial (foram três amistosos com a Polônia), e por isto ele não jogaria tanto quanto a torcida esperava. A galera sofreu, mas entendeu. Talvez porque soubesse que Giba não vai deixar passar essa paixão dos paranaenses pelo vôlei.

Fonte:Fonte:Paraná On Line



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Liga Mundial: Rio, Belo Horizonte e São Paulo receberão jogos da seleção

Atual campeão, Brasil atuará diante de sua torcida a partir do dia 4 de junho

A seleção comandada pelo técnico Bernardinho jogará os confrontos contra Polônia, Estados Unidos e Porto Rico, válidos pela fase intercontinental Liga Mundial 2011, em três cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, respectivamente. O Brasil é o atual campeão da competição e buscará seu décimo título.

Os primeiros jogos em casa serão no Rio, nos dias 4 e 5 de junho. Em seguida, será a vez de os torcedores mineiros apoiarem a equipe: 11 e 12. Nos dias 18 e 19, os paulistas poderão ver o time em ação. Todas as partidas serão realizadas às 10h e terão transmissão da TV Globo.

Antes dos jogos em território nacional, a seleção fará a sua estreia na competição contra Porto Rico, entre os dias 27 e 29 de maio, na casa do adversário. Depois de três finais de semana consecutivos diante de sua torcida, os brasileiros jogarão duas rodadas no exterior. Entre os dias 24 e 26 de junho, enfrentarão os americanos e, no período de 29 de junho e 1º de julho, medirão forças com os poloneses.

Além de Brasil, Estados Unidos, Porto Rico e Polônia, outras 12 equipes estarão na disputa da taça. No grupo B, estão Rússia, Bulgária, Alemanha e Japão. A chave C é composta por Sérvia, Argentina, Finlândia e Egito. Cuba, Itália, França e Coreia do Sul formam o grupo D.

Finais serão na Polônia

Em 2011, as finais da Liga Mundial serão realizadas em Gdansk, na Polônia, entre os dias 6 e 10 de julho. Esta será terceira vez que o país sediará a decisão do torneio. Nas duas anteriores, em 2001 e 2007, o Brasil subiu no lugar mais alto do pódio, na cidade de Katowice.

O sistema de disputa da fase final foi modificado com relação aos anos anteriores. O número de classificados aumentou de seis para oito times. Os dois primeiros colocados de cada grupo estarão classificados para as finais. Eles formarão dois grupos de quatro equipes cada, e as duas melhores passarão para as semifinais. Se a Polônia, país sede, não conseguir a classificação, a equipe ocupará a vaga do pior segundo colocado.

Fonte:Fonte:Globo Esporte

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Giba e Cris Pirv : Homenagem ao campeão mundial

Inseparáveis, Giba ganha jantar de sua mulher, Cristina, para festejar título conquistado em Roma.

Apaixonada, a romena Cristina Pirv (38) organizou um jantar no Clube Concórdia, em Curitiba, para homenagear o marido, o capitão da Seleção Brasileira de Vôlei, Gilberto de Godoy Filho (33), o Giba, que recentemente se sagrou tricampeão mundial ao lado de seus companheiros em Roma, na Itália. "Quis reunir nossos amigos mais chegados e familiares para festejar mais esta conquista", conta Cris, chiquérrima em modelito preto by Dolce & Gabbana. À luz de velas, o casal brindou à vitória e apreciou a boa gastronomia, da qual o craque é fã declarado. "Adoro comer bem e aprendi a gostar muito de vinhos quando morei na Itália", diz Giba, ao lado da amada, com quem está casado há sete anos e tem o fofo Patrick (2) e a graciosa Nicoll (6). Além de amigos, o jantar contou também com a presença do pai do homenageado, Gilberto de Godoy (60), que foi levar seu carinho ao herdeiro, acompanhado de sua Sandra Starostik (55). "Voltar para casa, para perto da família e dos amigos, é sempre maravilhoso. Aqui reponho minhas energias para vencer os desafios", diz Giba, que, com a família, se divide entre a capital paranaense e São Paulo, onde defende o time do Pinheiros.

O casal Sandra Starostik e Gilberto Godoy, pai do jogador.

Fonte:Caras

domingo, 17 de outubro de 2010

As reflexões de um supercampeão

Giba, capitão da seleção brasileira de vôlei



Tricampeão do mundo, dono de medalhas de ouro e prata olímpicas, nove vezes campeão da Liga Mun­­­dial, há 18 anos atuando na seleção brasileira... Aos 33 anos, o londrinense Giba celebra vitórias conquistadas nas quadras de vôlei e na vida pessoal e diz que não está em clima de despedida do esporte.

Durante entrevista à Gazeta do Povo, afirmou apenas ter uma “mancha” em sua carreira im­­pecável: ver os 4 mil espectadores do jogo Brasil e Bulgária, no Mundial da Itália, dando as costas para a quadra.



Dividindo-se em atenção à família – brincar com o filho Patrick, 2 anos, e ajudar a filha Nicoll, 6, a amarrar os tênis –, respondeu não só às perguntas da reportagem, mas também de grandes nomes do vôlei e pessoas próximas a ele. A pequena Nicoll tomou posse do gravador e também participou. No bombardeio de interrogativas, indagou: “Pai, você gosta de jogar vôlei?”. Não é difícil imaginar a resposta...

Emanuel, campeão olímpico de vôlei de praia em Atenas (2004), bronze em Pequim (2008), nove vezes campeão do Circuito Mundial.
O que o Brasil tem a mais que os demais países para se manter no topo nesses dez anos de conquistas nas quadras?

Primeiro de tudo, fizemos uma família. Criamos uma mentalidade vencedora, que é o lema dos [três] mosqueteiros, o “um por todos e todos por um”. Acho que esse é um segredo. É aquela coisa: entrar na partida e ver que o olho de todo mundo está brilhando igual; de saber que, se precisar entrar numa briga, todo mundo vai estar do seu lado e que, na hora de comemorar, vai todo mundo junto, com a mesma felicidade e com a mesma intensidade.

Pedrão, técnico de Giba no infanto-juvenil, no Círculo Militar do Paraná.
Com base na sua história, qual o conselho que você dá para um jovem atleta que tem de decidir se investe nos estudos ou se investe na carreira de jogador de vôlei?

O vôlei é um esporte muito complexo, extremamente coletivo e intensamente individual. São muitas variáveis em jogo para um atleta ter sucesso. Então, a primeira coisa é manter-se estudando até ter um fato concreto que permita apostar na carreira nas quadras. Quem tem esse sonho tem de lutar com unhas e dentes o máximo possível, mesmo quando as coisas não parecem favoráveis. Eu, por exemplo, sou baixo para a minha profissão. Em 1993, fui cortado de uma peneira no time do [extinto] Banespa por causa da minha estatura. Então, fui buscar em outros fatores, fui trabalhar impulsão, velocidade, para compensar. Aos 16 anos, percebi que não era um atleta que se destacava logo de cara. Decidi que, se não fosse jogador no Brasil, ia tentar uma bolsa em uma faculdade nos Estados Unidos, onde o voleibol não é tão disputado como o basquete e o futebol americano. Eu queria jogar profissionalmente. Mas, se não desse certo, queria usar meu talento para ter um bom estudo. Decidi seguir a carreira naquele ano de 1993, em que fui dispensado na peneira do Banespa em fevereiro. Em abril fui convocado pela seleção e, em setembro, fui campeão mundial infanto-juvenil, eleito melhor jogador e melhor atacante. Aquele foi o momento- chave para minha decisão.

José Roberto Guimarães, técnico medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona (1992), com a seleção masculina, e em Pequim (2008), com a seleção feminina.
Qual o jogo que mais marcou sua carreira?

Tiveram etapas que mais marcaram. Um dos jogos foi uma vitória por 3 a 2 contra a Itália. Foi meu primeiro jogo na seleção adulta, em que tive o prazer de participar do Cenntenial Cup [que comemorou os 100 anos do esporte], em Atlanta. A Itália, na época, era aquela famosa seleção que ganhava tudo. Fizemos um placar maravilhoso contra eles, o que não era esperado. Outro momento foi a Olimpíada de 2004, ganhamos o ouro e foi quando a Nicoll nasceu. A terceira etapa foi o Mundial de 2006, em que fui o maior pontuador. Mas nem foi por isso. Marcou pela dificuldade da disputa. Foi um campeonato muito difícil, em que tivemos a corda no pescoço o tempo inteiro, ficamos muito tempo longe de casa. Foi muito desgastante, mas nos consagramos bi­­campeões, que só não é melhor do que chegar ao tri.

Cristina Pirv, ex-jogadora de vôlei e esposa.
Com base na sua experiência nas quadras, um líder nasce ou se cria?

O caráter de um líder já nasce com ele, vem de casa. Vejo isso nos meus filhos. Isso é nato. Mas, ao longo do tempo, o líder adquire experiência para saber melhor comandar.

Maurício, levantador campeão olímpico em Barcelona (1992).
Como foi jogar este Mundial, sabendo que seria o último da sua carreira? Passa um filme?

Passa o tal do filme, sim. Antes de entrar em quadra, costumo juntar todos para, além da conversa no vestiário, falar alguma coisa que dê força. No jogo contra Cuba [na final, em 10/10], pensei nisso. Uma das frases que disse, com o mesmo nó na garganta de agora, foi: “Tenho orgulho de estar com vocês”. E os momentos que me deram esse orgulho é que passam na cabeça. Disse ainda que vou incomodá-los mais um pouco, até depois dos Jogos [Olímpicos] de 2012.

Marlon, levantador, campeão mundial em 2010.
Como você mantém seu espírito tão fortalecido para desfrutar de uma competição no banco de reservas com a mesma intensidade que teria se estivesse em quadra?

[pausa longa, pensativo] O vôlei, como falei, é minha paixão, o que faço com prazer, com aquele T bem grande mesmo. Também rezo bastante e tenho uma força imensa vinda da minha casa, da minha família. O fato de a Cristina ter jogado me ajuda bastante para estar o tempo todo focado. No fim, essa força vem desse conjunto e da vontade de estar na quadra, de fazer parte de um grupo que você sabe que vai dar resultado. De saber que as pessoas que fazem parte da equipe, tanto estafe quanto jogadores, sentem-se bem com minha presença. É por isso que brigo tanto por eles.

Solange Santamaria Paglia, mãe de Giba.
O que você acha que sentiria se tivesse um filho ou filha com todo o sucesso que você teve? Multiplique esse sentimento por três, depois por dez e en­­tão por mil e você terá ideia da satisfação e orgulho que sinto de você...

Me sentiria orgulhoso. Não é fácil chegar aonde cheguei. Não tenho outra palavra para descrever o sentimento que eu teria de ver meus filhos defendendo seu país, fazendo o que eles gostam, até ganhar dinheiro com o que eles gostam, construir família.

Reportagem da Gazeta do Povo.
O Mundial da Itália foi só a primeira de uma sucessão de despedidas em competições pela seleção, até os Jogos de Londres. Como não perder a motivação em meio a tantos adeus?

Não me sinto nessa contagem regressiva de deixar a seleção. Não estou acomodado. É como funciona com o grupo. São dez anos em que a gente está no topo. Se no segundo ano tivéssemos nos acomodado por ter o título mundial, já teríamos caído. Ainda mantenho um bom nível de jogo. Sei que, se precisar entrar em quadra, mantenho o ritmo dos demais companheiros do elenco. Estar com eles em quadra é o que não me deixa parar. Na minha cabeça, me preparo para como vou continuar em quadra, não no banco. Se eu estiver em boas condições físicas em 2012, porque não pensar em ir para a Polônia em 2014 [sede do próximo Mundial]. Acho difícil seguir até lá, mas é esse modo de trabalhar a mente. Entro agora em um campeonato importante, a Su­­perliga, pelo Pinheiros/Sky. O clu­­­­be fez um investimento muito grande, trouxe todo mundo de volta [repatriou vários atletas que estavam no exterior, inclusive o próprio Giba], inflacionando o mercado. A minha próxima meta é essa: a Superliga. Depois, vou ver o que fazer.

Reportagem da Gazeta do Povo.
Você imaginava que o jogo contra a Bulgária [a derrota por 3 sets a 0, na fase classificatória, no qual Bruninho e Murilo fo­­ram poupados e o time jogou com o atacante Théo improvisado como levantador] teria mais repercussão até mesmo que a partida da final, contra Cuba?

Não sei. Não pensei nisso du­­rante a competição. A gente teve uma batalha de cada vez para chegar ao final da guerra. Aquilo foi uma batalha, em que todo mundo usou suas armas, dispensando, poupando jogadores. A Bulgária poupando o líbero, a Rússia tirando os seis titulares depois de ter ganho dois sets, a Sérvia fazendo a mesma coisa. A gente, com o problema do Marlon [o levantador ficou a maior parte da competição fora das partidas, por causa de uma colite], só com o Bruninho na função. Imagina se, em um jogo que, teoricamente, não valia na­­da, ele torce o pé, se machuca? Co­­mo seguiríamos? Quando acabou o jogo, declarei que seria uma mancha negra na minha carreira. Lógico que foi. Nenhum jogador gostaria de fazer parte de uma partida em que 4 mil pessoas dão as costas para a quadra. Acho que as pessoas interpretaram como quiseram e virou essa polêmica toda [de que o Brasil teria en­­tregado o jogo, como o líbero Mário Júnior confirmou, ao término do campeonato]. Mas ninguém gosta de ver a organização italiana e a Federação Internacional de Vôlei [FIVB] facilitando a vida da Itália e dificultando a de outras equipes que poderiam ficar como título.



Fonte:Jornal de Londrina