quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Giba e Cris Pirv : Homenagem ao campeão mundial

Inseparáveis, Giba ganha jantar de sua mulher, Cristina, para festejar título conquistado em Roma.

Apaixonada, a romena Cristina Pirv (38) organizou um jantar no Clube Concórdia, em Curitiba, para homenagear o marido, o capitão da Seleção Brasileira de Vôlei, Gilberto de Godoy Filho (33), o Giba, que recentemente se sagrou tricampeão mundial ao lado de seus companheiros em Roma, na Itália. "Quis reunir nossos amigos mais chegados e familiares para festejar mais esta conquista", conta Cris, chiquérrima em modelito preto by Dolce & Gabbana. À luz de velas, o casal brindou à vitória e apreciou a boa gastronomia, da qual o craque é fã declarado. "Adoro comer bem e aprendi a gostar muito de vinhos quando morei na Itália", diz Giba, ao lado da amada, com quem está casado há sete anos e tem o fofo Patrick (2) e a graciosa Nicoll (6). Além de amigos, o jantar contou também com a presença do pai do homenageado, Gilberto de Godoy (60), que foi levar seu carinho ao herdeiro, acompanhado de sua Sandra Starostik (55). "Voltar para casa, para perto da família e dos amigos, é sempre maravilhoso. Aqui reponho minhas energias para vencer os desafios", diz Giba, que, com a família, se divide entre a capital paranaense e São Paulo, onde defende o time do Pinheiros.

O casal Sandra Starostik e Gilberto Godoy, pai do jogador.

Fonte:Caras

domingo, 17 de outubro de 2010

As reflexões de um supercampeão

Giba, capitão da seleção brasileira de vôlei



Tricampeão do mundo, dono de medalhas de ouro e prata olímpicas, nove vezes campeão da Liga Mun­­­dial, há 18 anos atuando na seleção brasileira... Aos 33 anos, o londrinense Giba celebra vitórias conquistadas nas quadras de vôlei e na vida pessoal e diz que não está em clima de despedida do esporte.

Durante entrevista à Gazeta do Povo, afirmou apenas ter uma “mancha” em sua carreira im­­pecável: ver os 4 mil espectadores do jogo Brasil e Bulgária, no Mundial da Itália, dando as costas para a quadra.



Dividindo-se em atenção à família – brincar com o filho Patrick, 2 anos, e ajudar a filha Nicoll, 6, a amarrar os tênis –, respondeu não só às perguntas da reportagem, mas também de grandes nomes do vôlei e pessoas próximas a ele. A pequena Nicoll tomou posse do gravador e também participou. No bombardeio de interrogativas, indagou: “Pai, você gosta de jogar vôlei?”. Não é difícil imaginar a resposta...

Emanuel, campeão olímpico de vôlei de praia em Atenas (2004), bronze em Pequim (2008), nove vezes campeão do Circuito Mundial.
O que o Brasil tem a mais que os demais países para se manter no topo nesses dez anos de conquistas nas quadras?

Primeiro de tudo, fizemos uma família. Criamos uma mentalidade vencedora, que é o lema dos [três] mosqueteiros, o “um por todos e todos por um”. Acho que esse é um segredo. É aquela coisa: entrar na partida e ver que o olho de todo mundo está brilhando igual; de saber que, se precisar entrar numa briga, todo mundo vai estar do seu lado e que, na hora de comemorar, vai todo mundo junto, com a mesma felicidade e com a mesma intensidade.

Pedrão, técnico de Giba no infanto-juvenil, no Círculo Militar do Paraná.
Com base na sua história, qual o conselho que você dá para um jovem atleta que tem de decidir se investe nos estudos ou se investe na carreira de jogador de vôlei?

O vôlei é um esporte muito complexo, extremamente coletivo e intensamente individual. São muitas variáveis em jogo para um atleta ter sucesso. Então, a primeira coisa é manter-se estudando até ter um fato concreto que permita apostar na carreira nas quadras. Quem tem esse sonho tem de lutar com unhas e dentes o máximo possível, mesmo quando as coisas não parecem favoráveis. Eu, por exemplo, sou baixo para a minha profissão. Em 1993, fui cortado de uma peneira no time do [extinto] Banespa por causa da minha estatura. Então, fui buscar em outros fatores, fui trabalhar impulsão, velocidade, para compensar. Aos 16 anos, percebi que não era um atleta que se destacava logo de cara. Decidi que, se não fosse jogador no Brasil, ia tentar uma bolsa em uma faculdade nos Estados Unidos, onde o voleibol não é tão disputado como o basquete e o futebol americano. Eu queria jogar profissionalmente. Mas, se não desse certo, queria usar meu talento para ter um bom estudo. Decidi seguir a carreira naquele ano de 1993, em que fui dispensado na peneira do Banespa em fevereiro. Em abril fui convocado pela seleção e, em setembro, fui campeão mundial infanto-juvenil, eleito melhor jogador e melhor atacante. Aquele foi o momento- chave para minha decisão.

José Roberto Guimarães, técnico medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona (1992), com a seleção masculina, e em Pequim (2008), com a seleção feminina.
Qual o jogo que mais marcou sua carreira?

Tiveram etapas que mais marcaram. Um dos jogos foi uma vitória por 3 a 2 contra a Itália. Foi meu primeiro jogo na seleção adulta, em que tive o prazer de participar do Cenntenial Cup [que comemorou os 100 anos do esporte], em Atlanta. A Itália, na época, era aquela famosa seleção que ganhava tudo. Fizemos um placar maravilhoso contra eles, o que não era esperado. Outro momento foi a Olimpíada de 2004, ganhamos o ouro e foi quando a Nicoll nasceu. A terceira etapa foi o Mundial de 2006, em que fui o maior pontuador. Mas nem foi por isso. Marcou pela dificuldade da disputa. Foi um campeonato muito difícil, em que tivemos a corda no pescoço o tempo inteiro, ficamos muito tempo longe de casa. Foi muito desgastante, mas nos consagramos bi­­campeões, que só não é melhor do que chegar ao tri.

Cristina Pirv, ex-jogadora de vôlei e esposa.
Com base na sua experiência nas quadras, um líder nasce ou se cria?

O caráter de um líder já nasce com ele, vem de casa. Vejo isso nos meus filhos. Isso é nato. Mas, ao longo do tempo, o líder adquire experiência para saber melhor comandar.

Maurício, levantador campeão olímpico em Barcelona (1992).
Como foi jogar este Mundial, sabendo que seria o último da sua carreira? Passa um filme?

Passa o tal do filme, sim. Antes de entrar em quadra, costumo juntar todos para, além da conversa no vestiário, falar alguma coisa que dê força. No jogo contra Cuba [na final, em 10/10], pensei nisso. Uma das frases que disse, com o mesmo nó na garganta de agora, foi: “Tenho orgulho de estar com vocês”. E os momentos que me deram esse orgulho é que passam na cabeça. Disse ainda que vou incomodá-los mais um pouco, até depois dos Jogos [Olímpicos] de 2012.

Marlon, levantador, campeão mundial em 2010.
Como você mantém seu espírito tão fortalecido para desfrutar de uma competição no banco de reservas com a mesma intensidade que teria se estivesse em quadra?

[pausa longa, pensativo] O vôlei, como falei, é minha paixão, o que faço com prazer, com aquele T bem grande mesmo. Também rezo bastante e tenho uma força imensa vinda da minha casa, da minha família. O fato de a Cristina ter jogado me ajuda bastante para estar o tempo todo focado. No fim, essa força vem desse conjunto e da vontade de estar na quadra, de fazer parte de um grupo que você sabe que vai dar resultado. De saber que as pessoas que fazem parte da equipe, tanto estafe quanto jogadores, sentem-se bem com minha presença. É por isso que brigo tanto por eles.

Solange Santamaria Paglia, mãe de Giba.
O que você acha que sentiria se tivesse um filho ou filha com todo o sucesso que você teve? Multiplique esse sentimento por três, depois por dez e en­­tão por mil e você terá ideia da satisfação e orgulho que sinto de você...

Me sentiria orgulhoso. Não é fácil chegar aonde cheguei. Não tenho outra palavra para descrever o sentimento que eu teria de ver meus filhos defendendo seu país, fazendo o que eles gostam, até ganhar dinheiro com o que eles gostam, construir família.

Reportagem da Gazeta do Povo.
O Mundial da Itália foi só a primeira de uma sucessão de despedidas em competições pela seleção, até os Jogos de Londres. Como não perder a motivação em meio a tantos adeus?

Não me sinto nessa contagem regressiva de deixar a seleção. Não estou acomodado. É como funciona com o grupo. São dez anos em que a gente está no topo. Se no segundo ano tivéssemos nos acomodado por ter o título mundial, já teríamos caído. Ainda mantenho um bom nível de jogo. Sei que, se precisar entrar em quadra, mantenho o ritmo dos demais companheiros do elenco. Estar com eles em quadra é o que não me deixa parar. Na minha cabeça, me preparo para como vou continuar em quadra, não no banco. Se eu estiver em boas condições físicas em 2012, porque não pensar em ir para a Polônia em 2014 [sede do próximo Mundial]. Acho difícil seguir até lá, mas é esse modo de trabalhar a mente. Entro agora em um campeonato importante, a Su­­perliga, pelo Pinheiros/Sky. O clu­­­­be fez um investimento muito grande, trouxe todo mundo de volta [repatriou vários atletas que estavam no exterior, inclusive o próprio Giba], inflacionando o mercado. A minha próxima meta é essa: a Superliga. Depois, vou ver o que fazer.

Reportagem da Gazeta do Povo.
Você imaginava que o jogo contra a Bulgária [a derrota por 3 sets a 0, na fase classificatória, no qual Bruninho e Murilo fo­­ram poupados e o time jogou com o atacante Théo improvisado como levantador] teria mais repercussão até mesmo que a partida da final, contra Cuba?

Não sei. Não pensei nisso du­­rante a competição. A gente teve uma batalha de cada vez para chegar ao final da guerra. Aquilo foi uma batalha, em que todo mundo usou suas armas, dispensando, poupando jogadores. A Bulgária poupando o líbero, a Rússia tirando os seis titulares depois de ter ganho dois sets, a Sérvia fazendo a mesma coisa. A gente, com o problema do Marlon [o levantador ficou a maior parte da competição fora das partidas, por causa de uma colite], só com o Bruninho na função. Imagina se, em um jogo que, teoricamente, não valia na­­da, ele torce o pé, se machuca? Co­­mo seguiríamos? Quando acabou o jogo, declarei que seria uma mancha negra na minha carreira. Lógico que foi. Nenhum jogador gostaria de fazer parte de uma partida em que 4 mil pessoas dão as costas para a quadra. Acho que as pessoas interpretaram como quiseram e virou essa polêmica toda [de que o Brasil teria en­­tregado o jogo, como o líbero Mário Júnior confirmou, ao término do campeonato]. Mas ninguém gosta de ver a organização italiana e a Federação Internacional de Vôlei [FIVB] facilitando a vida da Itália e dificultando a de outras equipes que poderiam ficar como título.



Fonte:Jornal de Londrina

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Giba entra na campanha do Instituto Arte de Viver Bem

O tricampeão Giba mostrando a camiseta do Instituto.

O tricampeão de vôlei Giba e a sua mulher Cristina Pirv, que também foi jogadora, entraram na campanha do Instituto Arte de Viver Bem contra o câncer de mama. O casal reuniu os filhos, Nicoll e Patrick, no Restaurante Trindade (SP) para a sessão de autógrafos das cartilhas e das camisetas, que têm estampadas duas bolas de vôlei fazendo alusão as mamas. Giba, que aderiu à campanha assim que foi convidado, também assina a apresentação do terceiro e último fascículo da cartilha sobre câncer de mama “A atividade Física e as leis como suas grandes aliadas”. A campanha criada pela agência Energy, do grupo Y&R, já tem várias camisetas que remetem aos atletas que levantaram a bandeira do Instituto, dentre eles estão: Hortência, Maurren Maggi (medalha de ouro de Pequim), Gustavo Borges (tôcas), Fernando Meligeni, Emerson Fittipaldi (capacete) e Fofão, também do vôlei.

Valéria Baraccat GYY, presidente do Instituto, o casal Cris Pirv e Giba, com os filhos no colo Nicoll e Patrick.

O tricampeão atendeu a pedidos e também autografou para Ana Maria Braga, Hebe, Faustão, Jô Soares, Rodrigo Faro e Marilia Gabriela. As camisetas autografadas são vendidas pelo site do Instituto Arte de Viver Bem (www.artedeviverbem.com.br)

Cris Pirv e Giba, que autografou as camisetas no Trindade.

Giba e a mulher Cris Pirv autografando as camisetas

O tricampeão Giba mostrando a camiseta do Instituto.

Fonte:Revista Evidência

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Atleta é o novo garoto - propaganda da Travel Ace Assistence

Gilberto Amauri Godoy Filho , o Giba , ponteiro e capitão da Seleção Brasileira e novo campeão da Liga Mundial de Vôlei , é o novo garoto-propaganda da Travel Ace Assistence. Giba vai fazer a campanha de lançamento da assistência ao viajante esportista. O que contou para ser o escolhido? Sucesso, determinação, dedicação, comprometimento e superação para ser cada vez melhor o que são também os pilares da Travel Ace líder na América Latina. O capitão foi enfático em declarar que para o atleta é impossível viajar sem assistência seguro. Ele tem há 15 anos. Marcelo Fernández , presidente da empresa,ressalta que o vôlei muda e evolui assim também a Trave Ace que nesse ano completa 30 anos de experiência em serviços assistenciais. Tanto Giba como Marcelo são pessoas que viajam muito e declaram para o Brasil Travel News alguns lugares que adoram visitar - com total assistência seguro- como fazem questão de frisar. Para o nosso atleta , Côte d`Azur - Nice, Cannes e Saint-Tropez. Mas a cidade que mais ama é Sidney . " Austrália é o Brasil que deu certo", declara. Para o executivo Marcelo , Cerro Chapelco , em San Martin de los Andes, na Argentina é o seu lugar predileto para esquiar por causa da boa neve , pistas entre árvores e tem a melhor vista do impressionante lago Lácar , da cordilheira de los Andes e do vulcão Lanín. Nova York . E as cidades de Amalfi e Positano. A apenas 56 km de Nápoles e a 280 km de Roma, no sul da Itália, a rota da Costa Amalfitana com uma vista repleta de penhascos e um mar azul estonteante.

Roberto Andrés Roman ( diretor executivo da Travel Ace ), Giba com a esposa Cristina Pirv e Marcelo Fernández ( presidente da Travel Ace )

Fonte:Brasil Travel News

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bernardinho: ‘A derrota no primeiro set gerou uma tensão muito grande’

Técnico volta a dizer que seleção está aquém do esperado e que precisa de continuidade para chegar à fase final da Liga Mundial

Bernardinho orienta o time

Furioso à beira da quadra, durante a partida, o técnico Bernardinho se acalmou depois da vitória sobre a Coreia do Sul. No ginásio do Maracanãzinho, ele viu a seleção brasileira perder a primeira parcial, mas conseguiu fazer com que o time reagisse. O Brasil se recuperou, virou o jogo e somou mais três pontos na classificação da Liga Mundial, na qual busca seu nono título. Neste sábado, as equipes voltam a se enfrentar, às 19h.

- Não encontramos o tempo das bolas coreanas e erramos muito saques. Precisamos melhorar. A derrota no primeiro set gerou uma tensão muito grande, pois não devemos perder ponto - ressaltou o treinador.

O Brasil está brigando diretamente com a Holanda pela liderança do Grupo A da competição. Com o resultado desta noite, a seleção brasileira aparece em primeiro, com 11 pontos. Porém, na tarde deste sábado, os holandeses enfrentam a Bulgária e podem pular de 9 para 12 pontos.

Até o momento, Brasil e Holanda fazem campanhas similares na Liga Mundial, mas a equipe europeia tem vantagem porque o time brasileiro venceu a segunda partida contra a Bulgária, em Uberlândia, por 3 sets a 2. Este resultado, de acordo com o novo regulamento da Liga, dá ao vencedor apenas dois pontos e ao perdedor, um. Triunfos por 3 sets a 0 e 3 a 1 garantem três pontos na classificação.

- Estamos aquém do que podemos apresentar, mas o importante é não perder o foco. Precisamos de continuidade para chegarmos à fase final.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2010/06/bernardinho-derrota-no-primeiro-set-gerou-uma-tensao-muito-grande.html

Para Giba, seleção se arriscou ao perder set para a Coreia do Sul

Após vitória por 3 a 1 no Maracanãzinho, capitão do time lembra que pontos poderiam fazer falta na classificação do Brasil à fase final da Liga Mundial

Giba comemora ponto contra a Coreia

O Brasil entrou em quadra nesta sexta-feira sabendo que não podia perder para a Coreia do Sul. Tal resultado poderia acabar com as pretensões da seleção de chegar à fase final e brigar pelo eneacampeonato da Liga Mundial de vôlei. Porém, no ginásio do Maracanãzinho, a equipe viveu momentos de tensão e chegou a ceder um set ao rival. Venceu por 3 a 1, mas o vacilo foi muito criticado após o jogo.

- O jogo começou complicado. Cometemos erros, e a Coreia acabou vencendo o set. Naquele momento, a gente arriscou perder um ponto, que pode nos fazer muita falta lá na frente. Isso não pode mais acontecer - garantiu o capitão Giba.

Murilo, melhor jogador da partida, também não aliviou. Disse que a seleção não pode perder mais pontos na competição. Além disso, levantou algumas falhas que, segundo ele, precisam ser corrigidas neste sábado, quando Brasil e Coreia se enfrentam novamente, às 19h.

- Nosso saque não entrou bem e demoramos a pegar o ritmo de jogo da Coréia. Precisamos melhorar - afirmou o ponteiro.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2010/06/para-giba-selecao-se-arricou-ao-perder-set-para-coreia-do-sul.html

Brasil perde set para a Coreia do Sul e arranca virada no Maracanãzinho

Time de Bernardinho vê rivais vencerem parcial pela primeira vez na Liga Mundial. Equipes voltam a se enfrentar neste sábado, às 19h, de novo no Rio

Bernardinho deu a ordem, mas o time demorou a atendê-la. Depois de amargar uma derrota para a Holanda, a seleção brasileira tinha a obrigação de passar pela baixa equipe da Coreia do Sul, que até então não havia vencido um set sequer pelo Grupo A da Liga Mundial. Foi surpreendida e perdeu a primeira parcial, mas conseguiu se recuperar a tempo de evitar uma tragédia na terceira rodada da competição. No ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro: vitória por 3 sets a 1 (23/24, 25/14, 25/20 e 25/21). Os times voltam a se enfrentar neste sábado, às 19h, último jogo em solo brasileiro.

Foi a quarta vitória da seleção brasileira em cinco jogos pela Liga de 2010, onde busca o eneacampeonato. Estreou com dois triunfos sobre os búlgaros, em Uberlândia. No último fim de semana, perdeu uma invencibilidade de 25 partidas para a Holanda. No dia seguinte, se recuperou e venceu por 3 a 1. Na quarta-feira, embarcará para a Europa, onde, nos dias 26 e 27 de junho, enfrentará a Holanda, em Roterdã. De lá, segue para Gwangju, onde encara a Coreia nos dias 3 e 4 de julho. Nos dias 8 e 9 de julho, em Varna, duela com a Bulgária.

A Coreia do Sul não tinha vencido nenhum set na Liga Mundial. E decidiu mudar a história nesta sexta-feira. Começou a ameaçar quando, depois de seguidos erros do bloqueio brasileiro, abriu 10 a 7. Murilo foi para o saque, e a seleção acordou. Encostou em 10 a 9, mas de novo cochilou. Em três erros consecutivos de ataque, os coreanos abriram 13 a 9, e Bernardinho parou o jogo.

Destaque das primeiras rodadas, Murilo marcou o primeiro ponto de bloqueio da equipe brasileira, mas ainda assim a vantagem era coreana - 15 a 12. O foi dele o segundo e o terceiro, seguidos, quando o Brasil empatou em 16 pontos. Um ataque de Giba pela diagonal enfim colocou a seleção na frente, em 20 a 19. Durou pouco. Os coreanos continuaram pressionando, voltaram a abrir e chegaram primeiro ao set point, em 24 a 23, em um erro de bloqueio brasileiro. E ganhou seu primeiro set na competição depois de um emocionate rali: 25 a 23.

- A gente não pode perder ponto. Lá na frente a gente vai precisar – gritava Giba, no intervalo, aos companheiros.

No início do segundo set, quando o Brasil vencia por 5 a 4, o árbitro deixou de marcar o quarto toque do time coreano. Bernardinho se descontrolava em quadra, e foi o capitão Giba quem teve de pedir calma ao treinador. Em quadra, o time conseguia manter a concentração, e abriu 8 a 4.

Graças aos seguidos erros brasileiros, os coreanos seguiam na briga. Mas Murilo, no quinto ponto de bloqueio, fez 16 a 8 antes do tempo técnico. Se Giba, capitão, tentava ser o coração time, a seleção tinha em Murilo seus braços e pernas. Era o melhor em quadra. Com um bloqueio de Rodrigão – o 11º da equipe - , chegou a 24 a 13. A Coreia salvou um set point, mas sucumbiu em seguida.

O Brasil encontrou menos dificuldade no terceiro set, mas pecava em erros bobos, com um de recepção de Murilo.

- A gente precisa dos três pontos – agora era Bernardinho quem esbravejava, virado para sua comissão técnica.

Em quadra, o time pareceu escutá-lo. Bruninho investiu nas bolas rápidas. Wallace, que tinha entrado na inversão, abriu 17 a 13 em um bloqueio. E foi dele o 18º ponto, em um ataque. Sem forçar muito, a seleção impôs seu ritmo e chegou sem problemas ao set point, depois de um erro de saque no time da Coreia. Giba foi bloqueado, mas devolveu no ponto seguinte, com um ataque que resgalou no bloqueio e foi para fora: 25 a 20.

Faltava um set para a vitória. O set perdido, no início do jogo, agora fazia falta. E foi preciso correr atrás dele para mandar para longe o fantasma do tie-break – na Liga Mundial, vitória no quinto set vale dois, e não três pontos.

A Coreia, porém, ainda acreditava. Para quem arrancou um set dos octacampeões, tomar deles mais um pontinho não parecia uma missão impossível. O jogo seguiu equilibrado, e os coreanos não deixavam que a vantagem brasileira passasse de dois pontos. Bernardinho chamou novamente Marlon e Wallace para a inversão de 5-1, tirando Leandro Vissotto e Bruninho. Wallace fez o 21º ponto. Giba errou o saque, mas os coreanos devolveram o presente (22 a 20).

Na volta do tempo técnico, um ponto contestado para o Brasil - ataque da Coreia, na rede: 23 a 20. Os coreanos fizeram um ponto, mas a seleção chegou ao match point com Lucão. E ele, de novo, fechou em 25 a 21.


Outros jogos desta sexta-feira

A seleção argentina perdeu em casa, na cidade de Catamarca, para a Alemanha por 3 a 0 (20/25, 20/25 e 22/25), em partida válida pelo Grupo D. Pela mesma chave, a equipe cubana venceu também na noite desta sexta-feira em casa a da Polônia por 3 sets a 2 (19/25, 25/16, 17/25, 25/23 e 15/10).



Fonte:http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2010/06/brasil-perde-set-para-coreia-do-sul-e-arranca-virada-no-maracanazinho.html